Abordagem Centrada na Pessoa: a psicoterapia.

Abaixo você poderá ler uma citação de Lao-Tsé, referida por Carl Rogers como um resumo do princípio da Abordagem Centrada na Pessoa (ACP)

“Se eu deixar de interferir nas pessoas,
elas se encarregam de si mesmas.
Se eu deixar de comandar as pessoas,
elas se comportam por si mesmas.
Se eu deixar de pregar as pessoas,
elas se aperfeiçoam por si mesmas.
Se eu deixar de me impor as pessoas,
elas se tornam elas mesmas” 
LAO-TSÉ

A psicoterapia orientada pela ACP tem como fundamento oferecer aos clientes – ativos no processo de sua terapia – a experiência de uma relação que favoreça o seu crescimento e desenvolvimento, de modo que, a pessoa possa viver plenamente suas experiências, sem o uso de defesas.

Considera que a Personalidade “ótima” ou em funcionamento pleno é aquela que o sujeito experimenta quando é capaz de viver o seu campo experiencial e integrar os excitantes organísmicos objetivos, subjetivos, emoções e pensamentos sem a necessidade de atuar com a operação das defesas, as quais enrijecem a percepção e o desviam do campo experiencial.

Esta psicoterapia não é realizada por uma aplicação pura e simples de regras e técnicas que façam emergir do cliente um eu difuso ou encolhido, mas sim, trata-se de uma relação humana no mais profundo significado. Relação esta que cabe ao terapeuta facilitar por meio de sua congruência interna (ainda que apenas no momento da terapia), do amor às verdades, da empatia e consideração positiva incondicional em relação ao cliente.

Garantia de um estado de nirvana existencial? Não há! Entretanto, quando o cliente vivencia a possibilidade de integrar à percepção seus: sentimentos, pensamentos, medos, incertezas, virtudes, desejos, experimenta uma consciência plena de si, (trans)forma-se. Como capitão de sua embarcação “o timoneiro não foge aos fortes ventos, os assume e direciona a sua existência!”.

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